quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Na Ilharga: ANFAVEA ISOLA CRISE DA VOLKS: 'NÃO HÁ CONTÁGIO'

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Na Ilharga: DILMA PODERÁ INDICAR DOIS MINISTROS PARA O STF EM 2015

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Inflação dentro da meta aqui. Mas é a deflação na Europa que a arrasta à crise

7 de janeiro de 2015 | 20:33 Autor: Fernando Brito
euroinfl
Nossa inefável Míriam Leitão jogou a toalha no combate que travou durante todo o ano dizendo que a inflação iria estourar o teto da meta (6,5%)  e publicou, hoje, a previsão da consultoria Tendências de que, afinal, o IPCA de 2004  fechará em 6,4%.
6,4%, 6,5% ou 6,6%, do ponto de vista econômico, não representam qualquer diferença, é obvio.
Mas o fetiche por casas decimais de nossos comentaristas econômicos dá uma importância imensa a isso.
Muito mais importante é o despencar dos preços do petróleo, que altera não apenas o desempenho das relações de troca – comércio e câmbio – de todo o mundo.
Décimos de um por cento  importantes foram os divulgados hoje, os menos 0,2% de variação dos preços na Europa.
Deflação.
Que, ao contrário do que muitos possam pensar aqui, pode significar o caos.
Sinal de um escorregar do quadro da economia européia da estagnação para a recessão.
E que, do outro lado do Atlântico, trava também os norte-americanos, o que levou o Federal Reserve a deixar claro que não haverá, ao menos até abril, o aumento dos juros do Tesouro, não apenas por razões internas, mas também para não drenar mais ainda os recursos da Europa, onde os juros cobrados eram quase zero, com leve inflação e que, agora, com deflação, não têm possibilidade de fazer dinheiro ir para a produção e, de outro lado, permitir que os países pensem em, via receita tributária, fazer frente ao financiamento de seus títulos.
São os países mais endividados da Zona do Euro que estão pressionando o Banco Central da Europa a fazer um movimento contrário, injetando liquidez na economia do continente com uma cópia do “quantitative easing” usado pelos EUA após a crise de 2008/09, como forma de atenuar  os dramas trazidos pela paralisia econômica.
O desemprego segue  alta. Na Itália, subiu para 13,4% e em Portugal para  13,9%. Na Espanha e na Grécia, cerca de um quarto da força de trabalho permanece desempregado.O desemprego entre os jovens com menos de 25 anos é espantoso: na Espanha é de  53,5% e na Grécia, 50%  estão fora do mercado de trabalho. A  Croácia vem seguida, com 45,5% dos seus jovens desempregados e Itália, com 43,9%.
A moeda europeia perdeu, em quatro meses, 15% de seu valor frente ao dólar.
A ordem econômica mundial tornou-se insustentável também para os europeus  -com ressalvas aos alemães que, mal e mal – ainda conseguem sustentar um ligeiro crescimento – e mesmo sem a força do passado, a velha dama européia ainda é essencial para o equilíbrio de forças no mundo.
Recessão na Europa, desastre na Rússia com a queda no preço do petróleo, esfriamento do dragão chinês e outras ameaças potenciais deveriam estar chamando nossa atenção neste momentos e ajudando a desenhar nossas opções estratégicas.
Mas nossa imprensa econômica está muito preocupada com mais ou menos zero vírgula zero qualquer coisa na taxa de inflação.
Do Blog Tijolaço

Cunha entra na “Lava-Jato”. Dá para ver quem é a turma do Paulo Roberto?

7 de janeiro de 2015 | 08:49 Autor: Fernando Brito
careca
Agora vamos ver como a mídia se comporta com a sua grande esperança de criar um foco de sabotagem ao Governo Dilma na Câmara dos Deputados.
Como, agora, acusar equivale a condenar, Eduardo Cunha não pode mais contar com a presunção da inocência das acusações de levar dinheiro do “ladrão de carreira” Paulo Roberto Costa, através das entregas feitas pelo policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o “Careca”.
É o que revela a Folha, numa matéria em que, cheia de dedos com o inimigo da regulação da mídia diz que Cunha está no grupo daqueles “que têm contra si somente indícios de participação em transações criminosas”.
Ou seja, que vai ser investigado, mas não denunciado imediatamente.
Entre outras razões, porque o MP e o juiz Sérgio Moro não aceitou a “delação premiada” de “Careca”, bagrinho no esquema, cuja a função era levar a bufunfa a domicílio.
O MP e o Dr. Moro acham que indulgência devem receber os mentores e autores da roubalheira, não o entregador de grana que é capaz de dizer quem, quando, onde e como recebeu.
E, claro, a de Youssef, nas palavras do Dr. Moro, um “ladrão profissional”.
Portanto, “Careca” não vale contra Cunha.
Porque Cunha é “vip” e escapou até de uma acusação de cumplicidade criminosa com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, onde a coisa sobrou só para o procurador que falsificou documentos que o beneficiavam.
Um caso bem parecido com o da sonegação da Globo, onde o criminoso pratica o crime de interesse de terceiro sem que este, coitado, nada tenha a ver com isso.
É capaz de o implante de cabelos do deputado  que dá nó em pingo d´água parece que vai salvá-lo do “Careca”.
Do Blog Tijolaço